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Os alimentos para ganhar massa muscular são os ricos em proteínas como as carnes e algumas leguminosas como feijão e soja, por exemplo.

Estes alimentos ajudam na formação dos músculos, contribuindo para o ganho da massa muscular. Mas quem deseja ganhar músculos, também é importante ingerir alimentos ricos em carboidratos como massa, arroz, cereais, pão e frutas, antes da atividade física pois eles fazem com que o indivíduo gaste a energia destes alimentos e não a dos próprios músculos.

Para ganhar massa muscular deve-se consumir alimentos ricos em proteínas até 30 minutos após o exercício físico para ajudar na recuperação e formação dos músculos.

Tabela de alimentos ricos em proteína animal

Alimentos Proteína animal por 100 g Energia por 100 g
Carne de frango 32,8 g 148 calorias
Carne de vaca 26,4 g 163 calorias
Queijo 26 g 316 calorias
Salmão grelhado 23,8 g 308 calorias
Pescada 19,2 g 109 calorias
Ovo 13 g 149 calorias
Iogurte 4,1 g 54 calorias
Leite 3,3 g 47     Alorias

 

1-Frango

Você sabe que as proteínas de origem animal são consideradas as melhores para os músculos, não é mesmo? Mas cuidado: junto pode vir uma dose gigante de gordura saturada e colesterol. É por isso que o frango (desde que desprovido da pele) é uma boa opção para quem precisa de proteína, mas não quer colocar o coração em risco. Um filé grande tem 32 gramas de proteína e quase nada de gordura. Se você prefere a carne vermelha, fique com os cortes magros (coxão mole, patinho, alcatra). Quanto e quando consumir: 1 filé grande (110 g), duas ou três vezes por semana.

  1. Feijão com arroz

Essa parceria é perfeita porque os aminoácidos do feijão se unem aos do arroz e formam proteína. Assim, juntos, ajudam a reparar os músculos. Fonte de carboidrato, o arroz ainda fornece energia, outro combustível importante para o processo de recuperação da musculatura. Quanto e quando consumir: 1 concha de feijão e 2 colheres (sopa) de arroz, de três a quatro vezes por semana.
3. Tofu

Nem todo mundo gosta do sabor do queijo de soja. Mas, de todos os produtos à base do grão, ele é o que mais concentra proteína e cálcio, protegendo músculos e ossos. Também é rico em magnésio, mineral que evita o enfraquecimento dos compostos que participam do processo de fornecimento de energia. Mas o que mais se destaca no tofu são as isoflavonas, substâncias que contribuem para o equilíbrio dos hormônios femininos. O que isso tem a ver com massa magra? Quando os hormônios estão em equilíbrio, o acúmulo de gordura diminui e os músculos trabalhados no exercício aparecem mais. Quanto consumir: uma fatia média por dia.Calorias por taça: 60 . Fonte de proteína e carboidrato, o gelado de tofu é uma boa opção de lanche pós-treino.

  1. Quinua

São raros os vegetais com a quantidade e qualidade de proteína da quinua. Em cada grão, ela carrega aminoácidos essenciais, sendo três de cadeia ramificada (leucina, valina e isoleucina) – aminoácidos do BCAA e whey protein (suplementos proteicos usados pelos esportistas antes e depois do treino para preservar os músculos). A quinua é um ótimo alimento para o ganho de massa magra, com a vantagem de ter pouca gordura e ser livre de colesterol e açúcar. A quinua ainda tem carboidrato (garante energia), além de fibras, vitaminas e minerais. Quanto e quando consumir: de 2 a 3 colheres (sopa) de quinua em flocos batida no suco de frutas de 30 a 40 minutos antes do exercício e logo após.

5. Ovo

Qual a parte melhor para os músculos: a clara ou a gema? As duas! Entenda por quê: a clara é riquíssima em ovoalbumina, uma proteína formada por aminoácidos do tipo leucina, que, por ser de fácil absorção, é um dos componentes dos suplementos whey protein e BCAA. E a gema? Ela carrega gorduras boas (monoinsaturada e ômega 3), substâncias com o poder de combater os processos inflamatórios provocados durante o exercício, facilitando a recuperação dos músculos. Quanto e quando consumir: 3 ovos por semana, nas refeições ou no lanche pós-treino.

  1. Banana

Minutos antes de malhar, esqueça a proteína. Nesse momento, você precisa da energia rápida do carboidrato. A banana é ótima opção, pois ainda tem potássio, mineral que participa da produção de glicogênio (reserva de energia do músculo). Quanto e quando consumir: uma banana por dia, antes ou após o treino, quando deve ser associada a uma proteína (iogurte, queijo).

7. Iogurte natural

Fonte de proteína, o iogurte é uma boa opção de lanche pós-treino. O ideal é consumi-lo imediatamente após a aula ou até no máximo 30 minutos depois. Nessa fase, a proteína é mais aproveitada para a recuperação e a construção do músculo. Melhor ainda se você adicionar ao iogurte um carboidrato de alto índice glicêmico, como geleia ou mel. Uma pesquisa da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, revela que combinar proteína e carboidrato de digestão rápida é 40% mais eficiente na recuperação e desenvolvimento do músculo que a proteína sozinha. Outras opções: leite desnatado com achocolatado ou queijo magro com goiabada. Quanto e quando consumir: 1 pote de iogurte natural desnatado + 2 colheres (sopa) de geleia no lanche pós-treino.

  1. Massa integral

A escolha dos lanches pré e pós-treino são decisivos no ganho de massa muscular. Mas não descuide das outras refeições. Estudos mostram que, quatro horas depois, os exercícios ainda exercem efeitos benéficos nos músculos. Por isso, o carboidrato é bem-vindo em todas as refeições. Mas, longe dos treinos, prefira os de baixo ou médio índice glicêmico, como pães e massas integrais. Por terem fibras, eles saciam mais e liberam energia aos poucos. Quanto e quando consumir: 1 xícara (chá) de macarrão integral cozido, duas ou três vezes por semana.

  1. Água

Até os músculos pedem água. Isso porque a síntese de proteína acontece com mais facilidade quando as células estão bem hidratadas. Você é fã de água-de-coco? Deixe como opção pré treino. Ela hidrata e garante pique, pois tem água e carboidrato. Mais ainda: A água-de-coco carrega potássio, que ajuda no estoque de glicogênio. Ao longo do dia, vá de água pura, que hidrata sem calorias. Quanto e quando consumir: 2 litros de água todos os dias.

10. Peito de peru

Não é uma maravilha. No entanto, entre os embutidos, o peito de peru é um dos que têm menos gordura saturada e colesterol. E, por ser encontrado facilmente numa lanchonete, acaba sendo uma opção proteica para compor um lanche rápido. Assim mesmo, não exagere, pois contém conservantes e sódio que, em excesso, fazem o organismo reter líquido. Quanto e quando consumir: 4 fatias finas por dia.

  1. Castanha-do-pará

Os estudos ainda estão no começo, mas os especialistas acreditam que, por ter argenina, a matéria-prima para produção do hormônio masculino testosterona, a castanha pode ajudar para o aumento da massa muscular. E está comprovado que ela é fonte de gordura boa e selênio – substâncias anti-inflamatórias que combatem os processos inflamatórios desencadeados pelo exercício. Quanto e quando consumir: 2 castanhas por dia.

12- Salmão e peixes

Mais que proteína, o salmão é boa fonte de ômega3, gordura que ajuda a combater os processos inflamatórios provocados pelo exercício, facilitando a recuperação dos músculos. Quanto mais rápido as fibras musculares se recompõem, maior é o ganho de massa magra. Outras excelentes fontes de ômega 3: sardinha e atum. São opções que você pode incluir nas refeições ou em um sanduíche que deve ser consumido até uma hora antes do exercício ou logo depois. Quanto e quando consumir: 1 filé grande (100 g) de duas a três vezes por semana.

13-Espinafre

Os cientistas extraíram esteroides encontrados nas folhas da verdura e avaliaram sua ação quando em contato com amostras de tecido muscular humano. Eles perceberam que os esteróides aumentaram a velocidade do crescimento dos músculos em até 20%. Os especialistas acreditam que o esteroide age diretamente sobre proteínas, transformando-as em massa muscular. O estudo, publicado, repetiu os testes com ratos e observou que o efeito foi o mesmo. Os pesquisadores afirmaram, no entanto, que quem deseja contar com a ajuda do espinafre para ficar mais forte deve comer pelo menos 1 quilo da verdura diariamente. Estudos anteriores sugerem que o espinafre pode ajudar pessoas com excesso de peso a emagrecer, ao diminuir a velocidade da digestão de gordura e prolongar a sensação de saciedade. Outras pesquisas também já mostraram que a verdura pode aumentar a capacidade cerebral ao manter a mente aberta.

 

Fonte: Prof. Dr Edson Credidio, médico nutrólogo, clínico geral, angiologista e doutor em Ciências de Alimentos pela Unicamp.

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